Um blogue dedicada à exposição de alguns objectos que podem definir um verbo tão complicado como o verbo SER, relativamente à sua definição na personalidade de uma pessoa...
publicado por O Verbo Ser | Sábado, 23 Julho , 2011, 14:37

Olá, bom dia! Mais uma vez, aqui estou eu para vos relatar um bocadinho da minha experiência no que diz respeito ao verbo mais famoso por estas bandas - O VERBO SER.

Este post deveria ter o mesmo título que um post já aqui por mim escrito há uns bons tempos - "O EGOÍSMO VENCEU?". Pois é, mais uma vez vou falar desta componente no SER do indivíduo humano.

Ontem, à noite, durante as Festas de Comemoração em honra a S. Tiago, aqui em Vila Nova de Gaia, não pude deixar de analisar uma situação que ocorreu enquanto eu dava uma mãozinha a uns amigos de família na sua roulote de Farturas. Estava eu a "atender" dois clientes quando eles pediram 4 farturas e 2 cervejas e eu lhes disse que compensava pedir a meia dúzia, porque lhes compensava. Assim foi. Enquanto eu estava a colocar a travessa das farturas na mesa sugeri que, mesmo que não comessem todas as farturas poderiam pedir para que eu as colocasse num saquinho para que as pudessem levar para casa. Enquanto eles preparavam o pagamento, já tinham acabado de comer as farturas, restando 4 (a meia dúzia lá é de 8, ahahaha), apareceu um amigo deles com a mulher e os seus três filhos que,a meu ver, e peço desculpa por qualquer avaliação errada, tinha uma situação económica muito, muito difícil. Ao vê-los, os dois senhores das farturas pediram-me para guardar as farturas numa saca e entregar ao casal amigo. Quando assim o fiz, foi notório um ar tão contente. Um sorriso igual ao das crianças quando lhes damos algo que nunca tiveram. Nem sei bem o que senti naquele momento. Quando cheguei a casa, não pude deixar de escrever este post para que não deixasse fugir os sentimentos que em mim tinham brotado naquele momento.

Para terminar, só queria deixar uma notinha.

Dizem por aí que estamos em CRISE, mas eu detesto este termo, principalmente quando associado à expressão "NÃO HÁ DINHEIRO" (não me digam que a Inquisição ainda existe e que continuam a realizar autos-de-fé, sendo agora queimado dinheiro -.-). Apesar deste crise, que não ignoro de maneira alguma, por favor, peço para que gestos como estes não sejam esquecidos, sejam apenas um hábito, algo  insofismável, que não se pode não fazer ou fazer de maneira contrária. Lembrem-se sempre que existe sempre quem está pior que nós e a esses é que devemos oferecer ajuda.

 

Até mais,

 

SEJAM, MAS SEJAM COM SENTIDO!


Micaela Madureira a 24 de Julho de 2011 às 23:35
Primeiro, dizer-te que me encanta sempre a forma como escreves a partir do concreto, como te deixas tocar e abraçar pela Vida, como não ficas pela casca das coisas, nem deixas que a Vida te passe de raspão.
Depois, dizer que tenho a certeza de que Deus não nos dá respostas, cartilhas a recitar, mas confirmações. Este teu post funciona para mim como uma das múltiplas confirmações que tenho recebido.
Acredito desmesuradamente na partilha e Deus tem-mo confirmado de muitas formas e jeitos. O teu post foi mais um.
Por fim, dar uma de economista, para dizer que as crises do capitalismo (e vou poupar-te à distinção entre crise, que já passou, e a recessão que vivemos) são sempre de sobreprodução. Sim, vivemos crises de excesso de bens, que nos levam a limitar produções. Para elas, não sei se como economista, mas de certeza como cristã, só encontro uma saída: partilha.

mais sobre mim
Julho 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
16

17
18
19
20
21
22

24
25
26
27
28
29
30

31


arquivos
pesquisar neste blog
 
Visitas
blogs SAPO