Um blogue dedicada à exposição de alguns objectos que podem definir um verbo tão complicado como o verbo SER, relativamente à sua definição na personalidade de uma pessoa...
publicado por O Verbo Ser | Segunda-feira, 18 Outubro , 2010, 21:38

Para definirmos o Ser de uma pessoa temos, muitas vezes, de recorrer a adjectivos e a realidades características. Uma destas características pode ser o egoísmo.

Já muitas vezes ouvi especialistas afirmarem que “O egoísmo é uma realidade que nasce connosco e que se vai controlando ao longo dos anos.”. Ou seja, o egoísmo nasce connosco e, ao longo dos anos, vai diminuindo, por vontade nossa, vai sendo, por nós, controlado, através também da experiência de Vida. Hoje descobri que se calhar não é bem isto que acontece. Vou contar-vos o que me faz pensar assim:

Vinha eu, cansado, triste e pensativo, da escola, depois de 270 minutos enfiado em laboratórios, quando, na camioneta, me deparo com uma situação fascinantemente incrível – uma mãe, com dois filhos, um de mais ou menos quatro anos e outro com para aí dez, tinha comprado um saquinho de gomas para o filho mais novo e tinha acabado de ir buscar o filho mais velho à escola. O filho mais novo, criança muito jovem e inocente, tinha já só três feijões de gomas no saquinho quando a mãe lhe diz:

“- Dá um feijão ao teu irmão que ainda não comeu nenhuma goma.”

Prontamente, o mais novo pega nos três feijões que tinha dentro do saco e dá-os ao irmão, dizendo:

“-Toma lá os três que eu já comi muitos e tu não!”

Esperaria isto de muita gente, de um adulto ou de um idoso, mas de uma criança de quatro anos, se calhar, não!

Isto é uma prova de que Deus não cria o mal e de que o mal é a ausência do bem. Nós não nascemos com o egoísmo, nós é que podemos enveredar o caminho pelo qual queremos seguir. É isto que acontece!

Afinal, o egoísmo não nasce connosco, se calhar nós é que escolhemos tê-lo.

Ah, não se esqueçam que a partilha, por muito simples que seja, é das coisas mais fascinantes que se pode experimentar.

 

 

 

SEJAM, MAS SEJAM COM SENTIDO…!


publicado por O Verbo Ser | Terça-feira, 05 Outubro , 2010, 11:56

"O que é o ser?" (Aristóteles)

"Porque existe o ser e não o nada?" (Heidegger)

 

 

 

Depois de mais de um mês sem posts, mas para compensação com comentários maravilhosos, obrigado a todos, é assim que começo uma nova definição de e no Verbo Ser.


Deu-me na cabeça para ir a um dos livros mais completos do mundo, sem ser a Bíblia, para ver a definição de “Ser”, ao dicionário. Depois de perder meio minuto a ler aquela pasmaceira interroguei-me: “A minha professora primária do 4º ano enganou-me tão bem quando disse que o dicionário era a coisa mais completa do mundo, como é que ela foi capaz?!” Anda aqui um pobre jovem a arranjar formas de definir palavras e expressões inglesas, em inglês, para depois a própria língua lhe tramar esta cena. Não é que o atrevido do dicionário tinha uma treta igual a esta:


“Ser (do lat. sedere assentar), v. int. ter a qualidade ou modo de existir indicado pelo adjectivo que determina o verbo; estar; existir; ter a natureza de; ficar; produzir; ser formado de; s. m. existência; realidade; ente; (no pl.) tudo o que existe ; tudo o que foi criado.”


Apeteceu-me rasgar aquele objecto mentiroso e insignificante, que não me dá oportunidade de escrever um bom post.


Bem, apesar de todos os meus conhecimentos linguísticos, tanto a nível de português como de etimologia, propriamente dita, eu também não consigo dar uma definição completa deste verbo, é mais ou menos o que acontece com a Filosofia, para se definir Filosofia é necessário ter uma posição filosófica. É exactamente igual, para se definir o verbo Ser é necessário ter uma posição na Vida, saber o que ela SER – É para cada um de nós. Mas se alguém souber me dar uma definição deste verbo, por favor digam-me. Ficar-lhe-ia eternamente agradecido. Até era capaz de lhe pagar os Direitos de Autor.     ;)


Bem, depois deste meu discurso crítico, vou revelar o que há um ano respondi, e continuo a responder, ao perguntarem-me:


“Em cinco palavras, como defines a tua Vida”


A minha resposta tinha de ser o mais globalizante possível, então foi:


“Ser, Querer Ser, Fazer Ser”


É um lema de Vida, que pretendo seguir criteriosamente segundo os meus princípios sócio-morais.


É verdade, se definir Ser é difícil, imaginem definir “Ser, Querer Ser, Fazer Ser”??? Pois é…


Ser, como já disse, é completamente o contrário de existir. Existir é a forma mais horrenda, a mais seca de ser. Ser é muito mais que tudo o que eu possa dizer ou escrever ou mesmo até pensar. Ser é a atitude de nós assumirmos a nossa própria personalidade, não desistindo da Vida, sem fazer com que outras pessoas se magoem. Ser é assumir-se no mundo como se é, com as suas atitudes, com os seus valores.


Querer Ser é a vontade de se fazer tudo o que está relacionado com Ser. Querer Ser, é mesmo a vontade de não se desistir do nosso caminho, da estrada que temos para percorrer, é a concretização do Ser.


Fazer Ser é também uma forma maravilhosa de Ser. Imaginem só que, se seres como as trilobites ou as amonites deixaram marcas até ao presente, o que diriam de nós se nós só fôssemos e se não ajudássemos ninguém a Ser? Pois é, Fazer Ser, é ajudarmos os outros, é deixarmos a nossa marca nessa pessoa, é exigir que todos saibam que nós gostamos daquela pessoa ou que, apenas, a quisemos ajudar. Fazer Ser é o início para também nós podermos Ser.


Bem, por agora, deixo-vos com este post, pensem muito, e se conseguirem: DIGAM-ME A MAIS COMPLETA DEFINIÇÃO DE SER. DEIXEM AS VOSSAS MARCAS – COMENTEM!!!

Até Mais…


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