Um blogue dedicada à exposição de alguns objectos que podem definir um verbo tão complicado como o verbo SER, relativamente à sua definição na personalidade de uma pessoa...
publicado por O Verbo Ser | Segunda-feira, 16 Agosto , 2010, 15:48

Certo dia, Deus sabe quando, no entanto eu não, que a minha cabeça já não é o que era, conheci uma pessoa.

Essa pessoa, nos primeiros momentos desde que o conheci, provavelmente há muitos mais anos do que eu penso, começou por ser apenas mais uma pessoa na minha vida, porque normalmente quando conhecemos uma nova pessoa, o que é essa pessoa para nós? Apenas mais uma igual a tantas outras, em significado, que vemos por dois ou três segundos, ao passar por ela, no supermercado, na Festa da Vizinha ou nos corredores de um Hospital ou em qualquer outro local no qual sempre vemos pessoas novas, que não passam de isso, pessoas iguais a todas as outras que não conhecemos. Entendem o que eu quero expressar? Excelente! Essa pessoa era apenas e somente, mais uma. No início, quem diria que este estatuto se iria alterar por completo, como se costuma dizer, da água para o vinho? Vinho, esta palavra até pode ter servido de referência para o início de uma relação mais afectiva entre nós.

Passando… Esta pessoa fez com que, progressivamente, a minha atenção num dos lugares que mais me aborrecia e onde sempre pensava no que podia estar a ver naquele momento – Liga da Justiça ;) –           - aumentasse. Começando por aqui, já se pode ver o poder transformador que esta pessoa teve em mim. Neste fio de condução e ultrapassando muitas vontades de ficar apenas mais cinco minutos na caminha, ao Domingo de manhã, o meu ser foi muito enriquecido por esta magnífica pessoa com quem, em um ou outro dia, tive a oportunidade de me cruzar.

De semana a semana, o meu íntimo um pouco mais embelezado ficava, até que chega uma altura, e agora sei aproximadamente quando, em finais de 2007, em que me convidam para ser, de uma nova forma na minha vida, servidor daquele que mais pode. Decidir em ser ou não este servidor fez-me pensar durante aproximadamente durante uma hora, mas passada esta, felizmente disse “SIM, QUERO.” Ainda bem que o fiz. Foi este “SIM” que me possibilitou conhecer melhor, muito melhor, a pessoa a que me tenho referido tão pobremente para o que verdadeiramente merece.

Assumir aquela posição de servidor possibilitou que eu passasse a ser, como ele próprio dizia, o seu “colaborador”. Que privilégio tive e continuarei a ter, noutras perspectivas, em ser seu “colaborador”!!!

Desta forma, de semana a semana, lá colaborávamos um com o outro. Desta colaboração ficam, muito felizmente recordações óptimas, que nunca me deixaram dizer “Foi bom, mas esse tempo já passou.”. Não, são essas recordações que me fazem dizer “Foi bom, está a ser óptimo e será excelente.” Como era bom ouvi-lo falar da Palavra de Deus e aperceber-me da sua tão avançada experiência de Fé, que demonstrava através de todos os seus gestos, por muito mais insignificantes que pudessem parecer.

Com este homem muito aprendi e a ele lhe devo muito, muito da minha caminhada enquanto cristão.

Graças a ele sei que Deus gosta muito de mim e, assim, sei que sempre tenho o perdão Dele, a mão Dele sempre pronta a agarrar-me e a me deitar sobre o seu colo para me consolar depois das quedas e também para me iluminar o melhor caminha para chegar a Ele.

Graças a este fantástico senhor descobri que existe uma valência comum quer para viver quer para morrer – o AMOR.

Sei que quando se faz algo de louvar, não é o reconhecimento nem a fama a melhor recompensa, porque o Meu Senhor me recompensará de uma forma muito mais gratificante e melhor. Também isso o sei graças a este senhor.

A ele, realmente, muito lhe devo, como a descoberta da Fé, como uma crença verdadeira na Trindade Santa. E quem acredita Nela, reconhece automaticamente a Salvação por Cristo através da Ressurreição.

Apesar de nunca mais o poder ver, mas apenas sentir, como pode uma pessoa assim cair no esquecimento? Como pode alguém reconhecer um dos piores pecados – esquecer -, relativamente a este homem que marcou a história, a minha história e a história de muitos outros que com ele tiveram a oportunidade única de o conhecer? Como se podem as milhentas recordações dele dissipar, se ele me marcou de uma forma tão intensa e profunda? Pois é, não se pode. E por isto posso, indubitavelmente dizer que muito do processo de transformação da minha vida em VIDA COM MAIS SENTIDO se deve a esta impressionante criatura, que até Deus a quis perto Dele.

Mas depois da perda, apesar de unicamente física, desta pessoa vale-me a certeza de que a morte é o nascimento eterno, o abrir do ovo, para que o pintainho possa verdadeiramente nascer. Ou seja, num nível mais simples, ou não, se calhar de uma forma mais insofismável, vale-me a certeza de que na Natureza nada se perde, mas tudo se transforma – porque não adoptar este critério na Vida???

Este pequeno e super-insuficiente texto não serve para dar louros ou méritos a essa pessoa a quem me refiro, mas sim para lhe atribuir uma homenagem e um OBRIGADO. Homenagem esta que ele verdadeiramente merece, mas que é muito microscópica relativamente ao tamanho daquela que eu gostaria de saber e poder fazer.

A ELE MUITO, MUITO OBRIGADO.

OBSERVAÇÃO: Se calhar ficaria bem, mais formal e coeso colocar em maiúscula a primeira letra das palavras que servem de substituição do nome da personagem incrível a que neste escrito me refiro, mas mesmo assim, esta homenagem não passaria a ser menos insuficiente.

ATÉ SEMPRE, MEU AMIGO.


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